Após desafiar o Estado, perdendo territórios e contando com as Unidades Pacificadoras para tirar o sossego do tráfico ostensivo, algumas comunidades foram montadas como os novos quartéis generais da facção.
Foram montadas bases para suporte nas guerras, fornecimento de armas e drogas para abastecer as bocas de fumo.
Diferentemente das facções TCP e ADA, o Comando Vermelho tem uma logística diferente, que consiste na centralização e distribuição de armas e drogas. Abastecendo as comunidades filiadas, cada uma de acordo com a sua necessidade.
Grande porcentagem das comunidades são lideradas por diversos donos, mas a forma de expansão é de acordo com a logística da facção, sempre centralizada. Dividindo a importância entre os complexos do Alemão e Penha.
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| foto: http://ultimosegundo.ig.com.br |
Por isso presenciamos algumas comunidades que ficaram fortes com pouco espaço de tempo.
Os exemplos do fortalecimento do Chapadão, Nova Holanda, Rodo, Engenho e Complexo do Lins, fazem parte dessa explicação.
Quem chamou mais atenção foi a reorganização do tráfico no Complexo da Penha.
Com a UPP instalada desde 2010, a restruturação do tráfico na Penha recomeçou após a Copa do Mundo de 2014.
Intensificando após a perda do Juramento para a facção ADA no final de 2014, obrigando que os traficantes voltassem para o conjunto de comunidades da Penha.
Os responsáveis por reorganizar o tráfico da Penha, foram os traficantes conhecidos como Polho e Doca.
Com a política de sem acordos e muito enfrentamento.
A ordem era não recuar em operações, e dar a vida para não perder armamento, dinheiro e drogas.
Polho foi morto no Complexo do Salgueiro em São Gonçalo. O seu sucessor foi o traficante conhecido como Pedro Bala, que pegou o cargo de frente até a liberdade do traficante Doca.
De forma surpreendente e audaciosa, os dois bandidos conseguiram limitar os passos dos policiais dentro da Penha, muito por conta da ideologia de enfrentar os policiais a todo custo.
Limitaram o acesso da policia dentro da Penha.
Entrar nas ruas 100, A, 12, Estradinha e Chatuba, é praticamente impossível. Uma incursão sem auxílio do veículo blindado, seria quase que uma missão suicida para os agentes.
Barricadas, fuzis de grosso calibre e diversos olheiros, limitaram mais ainda os passos dos policiais dentro dos domínios do CV na Penha.
Praticamente sabem todos os passos da policia em dia de operação, e se a mesma ultrapassa linha imaginária do perigo, o confronto começa.
Enquanto isso, os bandidos desfilam pelos becos e vielas. Sempre portando pistolas, fuzis e rádios para se comunicar.
Além de ganhar reforço de comparsas de Niterói, São Gonçalo, Juramento e agora Cidade Alta, território recém perdido para o Terceiro Comando Puro.
Hoje a Penha voltou a ser o quartel general da facção CV, chegando a ter um poder superior ao tráfico da Nova Holanda e do Alemão.
Atualmente o patrulhamento policial na Penha, continua limitado aos olhos do tráfico e muito perigoso para os agentes. É normal presenciamos noticias que houve confrontos na Penha, com feridos e mortos.
Facilmente por lá tem 200 fuzis espalhados em diversas áreas do Complexo, além de um paiol bem sofisticado para missões situacionais.
Por exemplo, a retomada do território na Cidade Alta (TCP) em Cordovil, bem como a retomada do Morro do Juramento (ADA) em Vicente de Carvalho.
Estão dedicados a concluir essa árdua missão.
Entretanto, aparecem boatos que a qualquer momento as bases da UPP serão retiradas da Penha.
Se isso acontecer, de fato o tráfico conseguirá ganhar essa luta contra o estado.


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